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Interpretamos acontecimentos e pessoas segundo o que estamos sentindo

Nosso cérebro é um interessante e complexo sistema de conexões. As emoções formam uma rede única e personalizada, e não são pré-determinadas. Pesquisadores acreditam que para cada uma das nossas emoções, existe uma rede neural que se conecta, baseada nas experiências que tivemos com cada emoção ao longo da vida. Portanto, não existe uma rede de emoções com conexões padronizadas para todos os humanos, elas são formadas a partir das experiências e vivências de cada um.

 

O psicólogo Paul Ekam diz que: As emoções mudam a nossa forma de ver o mundo e de interpretar as ações das outras pessoas”¹, ou seja, interpretamos os acontecimentos e as pessoas segundo o que estamos sentindo. Se você sente raiva, por exemplo, precisa garantir que tem razão para tal, e por isso provavelmente, tudo que alguém disser tentando provar o contrário será ignorado.

 

Automaticamente quando não aceitamos que outras emoções surjam, estamos ignorando qualquer possibilidade de ressignificar uma situação. Nesse momento, acredito que perdemos a oportunidade de minimizar emoções e comportamentos impróprios.

 

Pensando no que citei no primeiro parágrafo: “Existe uma rede neural que se conecta baseada nas experiências que tivemos com cada emoção ao longo da vida”. (QUER SABER MAIS SOBRE ISSO CLIQUE AQUI) Entendo que cada informação armazenada tem peso importante na maneira que nos comportamos frente uma emoção evocada. Assim como, existem fatores que intensificam ou minimizam o sentido de cada experiência. Embora isso também seja bastante pessoal.

 

Alguns fatores são importantes no que se refere a uma emoção imprópria:

1- Tempo de duração:
Minutos,
Horas,
Dias ou
Anos.

2- Relacionado ao que:
Pessoa,
Situação ou
A si próprio.

Provavelmente quanto mais tempo vivenciando uma emoção negativa, mais sua visão de mundo, no que tange a si próprio, pessoas e situações ficarão comprometidas.

 

Precisamos compreender que: “A emoção traz consigo a tendência para reduzir a eficácia do funcionamento cognitivo; neste sentido ela é regressiva. Mas a qualidade final do comportamento do qual ela está na origem dependerá da capacidade cortical para retomar o controle da situação. Se ele for bem-sucedido, soluções inteligentes serão mais facilmente encontradas, e neste caso a emoção, embora sem dúvida não desapareça completamente, se reduzirᔲ.

 

Em outras palavras, a emoção pode diminuir nossa capacidade de pensar de maneira inteligente algumas ações, fazendo com que alguns comportamentos se assemelhem a de uma criança mimada, briguenta ou chorona.  Por isso, é importante o autoconhecimento e o desenvolvimento pessoal. Reconhecer nossas emoções amplia a possibilidade de buscar soluções assertivas e de reduzir uma emoção negativa.

 

Autora: Psicóloga Marley Christian T. da Costa – CRP 12/13824

 

1- EKMAN, Paul. Linguagem das Emoções. Ed. Lua de Papel. 2011
2- DANTAS, H. A afetividade e a construção do sujeito na psicogenética de Wallon. In: La TAILLE, Y.; OLIVEIRA, M.K.; DANTAS, H. Piaget, Vygotsky, Wallon: teorias psicogenéticas em discussão. São Paulo, Summus, 1992.

Uma resposta do comentário

  • borvestinkral  setembro 29, 2017 at 3:31 pm

    Very good written story. It will be useful to anybody who utilizes it, as well as me. Keep doing what you are doing – can’r wait to read more posts.

    Responder

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